terça-feira, 30 de outubro de 2007

008 - PEDAGOGIA FREINET

AULA-PASSEIO? TEXTO LIVRE?



JORNAL ESCOLAR? REUNIÃO COOPERATIVA?



EU ACREDITO NA PEDAGOGIA FREINET

Celestin Freinet, nasceu em 15 de outubro de 1896, em Gars, pequeno vilarejo dos Alpes Marítimos da França. Ainda jovem interrompeu seus estudos para lutar na Primeira Guerra, de onde voltou gravemente ferido no pulmão. Nos anos vinte iniciou uma revolução na sua sala de aula, adotando uma postura prática e teórica de recusa à uma educação apassivadora que levara o povo à matança e aos horrores da guerra. Observando suas crianças constata que lá fora, no pátio elas se mostravam cheias de vida, curiosas e inventivas, mas que ao entrarem para a sala de aula assumiam uma postura passiva, desinteressada , "cinzenta". Refletindo sobre isso, ele primeiro resolveu levá-las a um passeio pela região e a cada passo ia percebendo o quanto de aprendizagem viva era possível ter em uma atividade como essa. Criou assim a aula-passeio com o espírito de integrar a escola à vida. Logo ao chegar de volta à classe, Freinet pediu aos alunos que contassem suas impressões sobre o passeio e tudo o que eles falavam ele ia anotando na lousa. Depois, leu para os alunos suas frases e constatou o interesse e alegria das crianças pela leitura, estava criado mais um importante instrumento daquilo que depois veio a se chamar Pedagogia Freinet: o texto livre. Uma primeira constatação ele fazia nesta época sobre a necessidade de expressão que a criança, como o adulto, possuem. Passo a passo, partindo principalmente de uma observação atenta e sensível dos seus alunos, Freinet vai introduzindo novas técnicas e consolidando uma filosofia da educação, preocupando-se em dar à criança a dignidade e o respeito que qualquer ser humano merece e trazendo para a sala de aula o que antes ficava lá fora no pátio: a vida. Mas Freinet não parou aí, rapidamente ele percebeu a necessidade de comunicação e logo vieram o Jornal Escolar e a Correspondência Inter-escolar, que ele conseguiu estabelecer com um professor seu colega, de outra região da França. Quando entraram na sala de aula instrumentos ou técnicas que alteravam tão vigorosamente a dinâmica da sala outra importante mudança foi introduzida: as crianças eram convidadas por Freinet a participar das decisões do grupo, a assumir seus compromissos, enfim, organizar a vida da classe e o trabalho. Foi assim que se criou a reunião de cooperativa. A classe se constituía assim numa verdadeira cooperativa. Os alunos começam a discutir os problemas do grupo, apresentar propostas, construir regras, num exercício verdadeiro e cotidiano de cidadania. Em tudo isso, em todas as "técnicas" que Freinet ia criando havia um fio condutor básico, uma filosofia para dar suporte a estas inovações, que é a questão do trabalho: a idéia de que a atividade da criança não é puro jogo, mas sim trabalho. Trabalho prazeiroso, coisa que nós, adultos, nem sempre vemos assim, pois para nós o trabalho é a obrigação, é a atividade mecânica e desinteressante a que somos forçados para poder sobreviver. Mas Freinet soube ver a atividade infantil como trabalho no sentido de algo que respondia as necessidades profundas do ser no seu ímpeto de crescimento e de domínio sobre as coisas. As classes que praticam a Pedagogia Freinet têm como eixos fundamentais o trabalho, a cooperação, a autonomia e a livre expressão e a relação de respeito entre professor e aluno e dos alunos entre si, integrando um binômio tradicionalmente tão compartimentado: vida e escola.

4 comentários:

Unknown disse...

Este blog tem futuro!

Que matéria legal, vou usá-la se me permitir em meu trabalho, tbm concordo com esta visão.

Bjs, sucesso Fernanda!

Manon Garcia

Fernanda Amaral Borges é pedagoga e pós-graduanda em psicopedagogia. Atua na área da educação há 18 anos, é casada, mãe de dois filhos e ama a vida! disse...

vALEU maNOM!!!

Claro que pode usa-lo...
Só não esqueça de colocar a fonte, ok???? rsrsrsrsrs... propaganda do meu blog... rsrsrs....
Que bom que estamos com a mesma visão!!!!!!!!!!!!!
Obrigada!!!!!!!!!!!!!!

Fernanda Amaral Borges é pedagoga e pós-graduanda em psicopedagogia. Atua na área da educação há 18 anos, é casada, mãe de dois filhos e ama a vida! disse...

O estudante de pedagogia Alexandre deixou este recado no meu orkut. Copiei e colei aqui:

oi, meu nome é Alexandre e estudo Pedagogia com Ênfase em Necessidades especiais na Puc Minas o meu curso é muito bom, com muita discussão, seminários, palestras, etc...
A Puc 'prega' a inclusão, mas nosso curso começou a apresentar muitas contradições, como auta rotatividades de professores, mudança contínua das disciplinas, um dilema foi posto em check: será que a inclusão é uma utopia, sonho? pois nossa realidade é um caos de segregação, exclusão, salário dos pedagogos cada fez mais baixos....é complicado.
Por fim só fiz está introdução para te pedir uma orientação: estou querendo pedir transferência para a UNI-BH, o que vc acha? o curso é bom? obrigado pela ajuda... me add se julgar necessário e parabéns pelo blog....bjs Lê

Fernanda Amaral Borges é pedagoga e pós-graduanda em psicopedagogia. Atua na área da educação há 18 anos, é casada, mãe de dois filhos e ama a vida! disse...

VAleu... Sua resposta enviei pelo orkut...

Obrigada!!!!!!

Fernanda Amaral